quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

DIAGNOSE VISUAL

COMO FAZER DIAGNOSE VISUAL

A diagnose consiste na avaliação do estado nutricional de uma planta tomando uma amostra, seja de um tecido vegetal, seja do solo, e comparando-a com seu padrão preestabelecido.

Este padrão consiste em uma planta ou solo que apresenta todos os nutrientes e proporções adequadas capazes de proporcionar condições favoráveis para a planta expressar seu máximo potencial genético para a produção.


A diagnose visual permite avaliar os sintomas de deficiência ou excesso de nutrientes, e é possível fazer correções no programa de adubação.


Diagnose visual na Cultura da Cana-de-açúcar:


De acordo com a fisiologia vegetal e a mobilidade dos nutrientes dentro da planta, deve-se observar se os sintomas ocorrem nas folhas velhas ou novas, de forma que é possível elaborar chaves de diagnose visual.Chave para identificação de deficiência e toxidez.




Descrição dos sintomas de deficiência:






Nitrogênio (N)
A deficiência de nitrogênio causa efeitos generalizados sobre toda a planta, com definhamento das folhas mais velhas. As lâminas foliares ficam uniformemente verde-claras a amarelas e os colmos ficam mais curtos e finos. Há atraso no desenvolvimento vegetativo e as pontas e margens das folhas mais velhas tornam-se necróticas (secam) prematuramente.

  


Fósforo (P)
Com a falta de fósforo, as folhas velhas apresentam-se com tons avermelhados nas pontas e margens das folhas expostas ao sol. Ocorre, ainda, uma diminuição no seu tamanho. Os colmos ficam menores e finos e há diminuição do perfilhamento da planta (Figura 2).


Potássio (K)

Os sintomas da deficiência têm início nas folhas velhas, que apresentam-se amarelo-alaranjadas, sendo que podem se tornar totalmente marrons. Essa clorose evolui para necrose, deixando as folhas com aspecto de queimadas. Ocorre, também, afinamento dos colmos e a nervura principal apresenta manchas de coloração avermelhada. Um sintoma de deficiência de potássio que ocorre no final do ciclo é o ponteiro em forma de leque, conhecido como “topo de penca” (Figura 3).

  


Cálcio (Ca)

Os sintomas de carência de cálcio ocorrem em folhas novas, que ficam esbranquiçadas e enrolam para baixo, formando um gancho (Figura 4). As folhas mais velhas podem ficar com aspecto enferrujado. Quando a deficiência fica mais aguda, nota-se um afinamento e amolecimento dos colmos.

  

Magnésio (Mg)
Os sintomas aparecem nas folhas velhas na forma de pontuações, começando nas pontas e ao longo das margens. Surgem lesões necróticas vermelhas com aparência de ferrugem. A parte interna da casca do colmo apresenta coloração amarronzada (Figura 5).

  


Enxofre (S)


O sintoma de deficiência de enxofre é evidenciado nas folhas novas, que apesentam clorose generalizada, diminuição do tamanho das folhas e colmos muito finos (Figura 6).

 

Boro (B)
A deficiência de boro causa uma deformação nas folhas novas, que se apresentam retorcidas chegando a formar “nó” entre as folhas. Surgem lesões translúcidas (sacos de água) entre as nervuras e plantas novas com muitos perfilhos. As folhas tendem a ficar quebradiças e as folhas do cartucho podem ficar cloróticas e, posteriormente, necróticas, semelhantes aos sintomas da doença conhecida como Pokah boeng (Figura 7).
  


Cobre (Cu)


A deficiência de cobre leva à ocorrência de clorose em folhas novas na forma de “ilhas” ou manchas verde escuras. As touceiras não conseguem se sustentar (touceira amassada) e os tecidos foliares perdem turgidez, fazendo com que as folhas fiquem caídas (sintoma de topo caído) (Figura 8).

  


Manganês (Mn)


A falta de manganês faz com que as folhas novas apresentem clorose entre as nervuras, da ponta até o meio da folha, que evoluem para necroses. Com o vento, ocorre o desfiamento das folhas (Figura 9).

  




Zinco (Zn)
Com a deficiência de zinco, surgem estrias cloróticas verde-claras nas folhas, formando uma faixa larga, sendo que a região bem próxima da nervura central e das bordas permanece com uma faixa. As folhas ficam curtas, assimétricas e largas na parte média. O perfilhamento é reduzido e os internódios, mais curtos. Os colmos ficam mais finos e podem perder a turgidez (sintoma de colmos moles) (Figura 10).
  

Molibdênio (Mo)
A deficiência de molibdênio causa pequenas estrias cloróticas longitudinais, começando no terço apical da folha. As folhas mais velhas secam, prematuramente, do meio para as pontas.
Ferro
A falta de ferro pode causar clorose internerval nas folhas mais novas e, conforme a deficiência se acentua, toda a planta vai ficando clorótica-esbranquiçada (Figura 11). 
  




Diagnose visual na cultura do Algodão:


Nitrogênio:
A deficiência de nitrogênio resulta em clorose, ou seja, perda da intensidade da cor verde em toda a planta, por causa da redução da clorofila.



Fosforo:
A deficiência de P reduz a fotossíntese, o acúmulo e a translocação dos carboidratos para as maçãs do algodoeiro.




Potássio:
O algodoeiro é considerado pouco eficiente na absorção de potássio do solo quando comparado a outras espécies. Dessa forma, a deficiência de K ocorre com maior frequência e intensidade que na maioria das espécies agronômicas. Sua deficiência tradicional, em pré-florescimento, é caracterizada pela clorose internerval das folhas do baixeiro, seguida de necrose nas margens e queda.


Cálcio
: A deficiência de cálcio (Ca) não é comum em campo. Em geral, os efeitos da acidez do solo e da pobreza dos demais nutrientes superam ou se expressam mais rápido do que o de deficiência desse nutriente nas lavouras.



Magnésio:
 Os sintomas de deficiência de magnésio se caracterizam pelo lento crescimento do algodoeiro. Por ser um nutriente de alta mobilidade na planta, os sintomas iniciais surgem nas folhas do baixeiro.



Enxofre:
 Com a deficiência de enxofre, a fotossíntese é reduzida, afetando a produtividade e a qualidade da fibra. As plantas deficientes em enxofre têm crescimento reduzido.


Boro: Em virtude da baixa mobilidade do boro na planta, os primeiros sintomas ocorrem nas partes jovens, nos tecidos de condução e nos órgãos de propagação. Os sintomas de deficiência mais comuns no campo são: amarelecimento das folhas do ponteiro; no período de florescimento/ frutificação aparecem anéis concêntricos verde escuros nos pecíolos e nas hastes, com necrose interna da medula. 
Dificilmente os micronutrientes cloro, molibdênio, ferro, cobre e zinco apresentam deficiências visuais em campo. 




Diagnose visual na Citricultura:

N:
Folhas velhas amarelas; folhas ralas; poucos lançamentos.P: Frutos com miolo ôco Fósforo.K: Folhas bronzeadas e encurvadas; frutos pequenos; queda exagerada de frutos Potássio.Mg: Folhas velhas com V verde ao longo da nervura principal.Boro: Morte de gemas; folhas menores e deformadas.Cobre: Folhas grandes e flácidas; exsudação de goma nos ramos novos;frutos com manchas escuras.Manganês: Folhas novas com amarelecimento ou cor verde-pálida entre as nervuras.Zinco: Internódios mais curtos; folhas novas estreitas com cor amarelada entre as nervuras.



Diagnose visual na Cultura da Soja:

Macronutrientes primários:
N, P, K



Nitrogênio (N):
A característica da deficiência do N é a redução uniforme de coloração verde das folhas, alterando-se para verde pálido e amarelado (clorose), devido à elevada mobilidade desse nutriente, os sintomas se iniciam pelas folhas mais velhas.



Fósforo (P):
O P é rapidamente translocado dentro das plantas e pode mover-se dos tecidos mais velhos para os mais novos, em condições de reduzida disponibilidade no solo. Em plantas adultas, a grande parte do P transloca-se para as sementes. Devido à alta mobilidade do P na planta, seu sintoma de deficiência aparece, inicialmente, nas folhas mais velhas, caracterizado pela coloração anormal em verde-escuro azulado ou bronzeada. A cor púrpura deve-se ao decréscimo da síntese de proteína quando P é deficiente. Outras anormalidades na planta podem ser: caules finos, folhas pequenas, crescimento lateral limitado. Em linha onde o adubo fosfatado não foi aplicado pela adubadora, as plantas ficaram com altura e crescimento reduzidos.



Potássio (K):
Inicialmente, com a deficiência do K, tem-se o amarelecimento no ápice das folhas adultas, sendo atingidas as bordas e toda a lâmina foliar, com necroses posteriores dos tecidos na mesma ordem de progressão dos sintomas. Na linha onde não foi realizada a adubação potássica pela adubadora, nota-se o amarelecimento das folhas e plantas menores do que as normais, com haste grossa. As plantas com deficiência de K têm flores remanescentes, menos vagens, o tamanho é pequeno e sem sementes, comparado com plantas normais. As vagens são manchadas o que afeta a qualidade de sementes. A deficiência de K também causa a abertura de vagens com germinação e deterioração de sementes em seu interior. Em solos arenosos, a aplicação insuficiente de K por vários anos pode causar sintomas de: haste verde, haste verde e retenção foliar, frutos partenocárpicos.

Macronutrientes Secundários: CA, Mg e S



Cálcio (Ca):
Com a carência de Ca, são afetados os pontos de crescimento, bem como os meristemas apicais das hastes e das raízes, podendo ocorrer à morte da planta. As folhas tornam-se enroladas e pode haver o colapso dos pecíolos. O sistema radicular apresenta-se com coloração marrom e pequeno desenvolvimento.


Magnésio (Mg):
Sua deficiência é visualizada nas folhas velhas, inicialmente em clorose marginal e, posteriormente, internerval, seguindo-se o secamento das bordas.


Enxofre (S):
Os sintomas de deficiência de S são semelhantes àqueles do N diferindo-se deste último por ser nas folhas mais novas, devido à sua menor mobilidade nos tecidos. O sistema radicular e a nodulação são reduzidos. Excesso de S pode causar toxidez. A aplicação de superfosfato triplo, no cerrado do primeiro ano, em lugar de superfosfato simples (contém 13% de S) causa sintomas similares aos de deficiência de N e as plantas não crescem. O excesso de S nas folhas causa manchas de amarelecimento.


Os Micronutrientes que tem recebido maior atenção são:
Boro, Zinco, Manganês, Molibidênio e Ferro.


Boro (B):
Devido à baixa solubilidade dos compostos de B na planta, o sintoma de deficiência é constatado nas gemas apicais e em folhas novas. Pela figura, nota-se que as folhas são coriáceas, rugosas e espessas.Zinco


(Zn):
O sintoma de deficiência de Zn é observado em folhas adultas com coloração amarelo- castanho.



Cobre (Cu):
Os sintomas de deficiência de Cu são: clorose, morte apical e internódios curtos, clorose (cor violeta) nas bordas da folha; desenvolvendo-se entre as nervuras, com início nas folhas novas.


Ferro (Fe):
O sintoma de deficiência de Fe é a clorose internerval, que pode ser confundida com o sintoma provocado pela deficiência de N, em caso de ser inicial. Com a progressão dos sintomas visuais, é possível distinguir da deficiência por N, por ocorrer em folhas mais novas. Devido à sua mobilidade em estado mais avançado, a cor verde desaparece completamente inclusive nas nervuras principais. A soja FTA é usada como planta indicadora de deficiência de Fe.


Manganês (Mn):
Plantas deficientes em Mn têm inicialmente clorose nas folhas, sendo esse mais grosseiro do que o de Fe; a toxicidade se caracteriza pela encarquilhamento das folhas e presença de pintas necróticas.


Molibdênio (Mo):
Os sintomas de deficiência de Mo são semelhantes aos de N, pois esse micronutriente é essencial à incorporação de N ao esqueleto orgânico dos tecidos e em leguminosas, por ser integrante de enzima nitrogenase, no caso de sua deficiência e também a absorção de N atmosférico.

Visita Técnica na VALE FERT em Uberaba - MG

A VALE FERT é uma empresa que transformamos minerais que dão origem a produtos que ajudam a melhorar a vida de milhões de pessoas em todo o mundo. Investindo na produção de fertilizantes para contribuir com o desenvolvimento da agricultura e ajudar a vencer o desafio de produzir mais alimentos com menor impacto ao meio ambiente. 

Os fertilizantes são fornecidos ao produtor rural pelas indústrias misturadoras, que por sua vez utilizam na composição do NPK, matérias-primas nitrogenadas, fosfatadas e potássicas.

Para entender o setor:
Os fertilizantes são compostos por três nutrientes básicos: nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). Esses elementos, misturados conforme as necessidades de cada solo e cultura, garantem o crescimento das plantas e a qualidade dos produtos agrícolas

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Questões:
1) Quantos % de P2O5 apresenta a rocha no momento da extração? E ao término do beneficiamento? No momento da extração a rocha fosfática apresenta 5% de P2O5 e ao término do processo apresenta 35%

2) Porque a indústria não fica próxima a área de exploração? Porque a rocha em polpa é transportada via mineroduto até Uberaba.

3) Qual a distância do mineroduto? A distância é de 120 km da jazida de extração de Tapira- MG até Uberaba.

4) Quais os produtos são produzidos pela empresa em Uberaba? Ácido Sulfúrico; Ácido Fosfórico; Fosfato Bicálcico; Gesso; MAP; Superfosfato Triplo – TSP.

5) Qual a capacidade de produção de superfosfato triplo, simples e MAP?       
TSP (granulado)......................................................759.580 ton/ano
TSP (farelado).........................................................305.912 ton/ano
MAP (granulado).................................................... 875.595 ton/ano
MAP (pó) ............................................................... 42.921 ton/ano
- Na unidade não é produzida o superfosfato simples.

6) Qual a diferença na produção entre os três fertilizantes acima?
O superfosfato triplo é produzido a partir da reação do ácido fosfórico com a rocha fosfática.
O superfosfato simples é produzido a partir da rocha fosfática atacada com o ácido sulfúrico.
O MAP é produzido a partir da reação do ácido fosfórico com a amônia.

- Fluxo de produção de fertilizantes

7) Como o gesso é separado do superfosfato simples? Quanto deste produto é gerado pela indústria anualmente? O gesso é precipitado no momento em que a rocha fosfática é atacada pelo ácido sulfúrico. Anualmente é gerado 1.311.198 ton/ano de gesso pela indústria VALE.

8) A empresa apresenta algum plano de investimento para o crescimento da produção de P2O5? Se sim em quanto? Sim, no entanto seu crescimento depende da unidade de Patrocínio.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

IMPORTÂNCIA DA PALHADA NO SISTEMA DE PLANTIO DIRETO

A palhada tem a função de proteger o solo e pode ser comparada com um guarda-chuva, no verão (estação chuvosa) protege o solo da ação direta dos raios solares, mantendo a sua temperatura amena e retendo a sua umidade, o que favorece significativamente a germinação das sementes, o desenvolvimento e a produção das lavouras; protege o solo da ação desagregadora do impacto direto das gotas de água das chuvas, reduzindo a erosão, que causa a perda de solo e de água, a contaminação e o assoreamento de nascentes, rios e reservatórios de água.
 
Na estação seca (inverno) protege o solo contra a perda de umidade provocada pelo sol e pelos ventos, resultando numa economia de água de irrigação de até 30%. Ela também tem contribuído para a redução de plantas daninhas e de doenças severas das culturas irrigadas como o mofo branco do feijoeiro, que atualmente também tem afetado a cultura da soja no verão.
 
A palhada tem ainda outras funções extremamente nobres como proporcionar maior atividade biológica no solo potencializando o controle biológico de pragas e doenças, permitindo o aumento do teor da matéria orgânica do solo (MOS), que pode responder por até 80% da capacidade de troca catiônica (CTC) dos solos do Cerrado.
 
A CTC é capacidade de armazenamento de fertilizantes dos solos, então se ela for pequena e forem realizadas adubações em doses elevadas, grande parte será perdida, não aproveitada pelas plantas, podendo causar a contaminação do lençol freático.
 
Então pode-se concluir que devemos aumentar o volume de palhada nas nossas áreas com PD, seja dos resíduos que ficam após a colheita (milho, sorgo, trigo, aveia, cevada etc.) ou que são produzidos com essa finalidade (milheto, braquiárias, crotalárias, nabo forrageiro, azevem etc.).

- A palhada deve ser bem espalhada sobre a superfície do solo, pois assim haverá uma maior cobertura e, consequentemente, maior a protegido ele ficará. Todavia, não deve ser picada excessivamente pois acelera a sua decomposição.

Então se pode concluir que a palhada é de grande importância no sistema de plantio direto, tanto pela melhoria da qualidade da água e redução das perdas de solo e pelo aumento da produtividade das culturas e diversificação de produtos, melhorando a rentabilidade da propriedade e incentivando a manutenção do homem no campo.



terça-feira, 30 de agosto de 2016

Relatório de aula prática - ADUBOS E ADUBAÇÃO

Armazenagem de Fertilizantes

Segundo Legislação Brasileira Decreto 2004 Art. 47, o armazenamento de fertilizantes, corretivos, inoculantes ou biofertilizantes obedecerá às normas nacionais vigentes, devendo ser observadas as instruções fornecidas pelo fabricante ou importador, bem como as condições de segurança apresentadas no rótulo e  observar as regras e aos procedimentos estabelecidos para o armazenamento de produtos perigosos, quando for o caso, constantes da legislação específica em vigor.
Muitas vezes os fertilizantes ficam armazenados por um período até serem utilizados, as condições de armazenagem influem na qualidade do produto, podendo alterar propriedades químicas, físicas ou físico-químicas.

Uma das características físico-químicas dos fertilizantes sólidos é sua higroscopicidade, tendência em absorver água, normalmente da atmosfera. A absorção da água varia de acordo com o teor de umidade do ambiente, a umidade crítica (que é a umidade relativa do ar, acima da qual uma determinada substância começa a absorver a água presente na atmosfera); do tempo de exposição do material à determinada umidade e da natureza do fertilizante.

A uréia é um fertilizante altamente higroscópico, e requer muito cuidado no seu armazenamento. O nitrato de amônio (NA) por apresentar N mineral simultaneamente na forma nítrica e amoniacal, apresenta restrições em relação ao seu armazenamento e estocagem em ambientes tropicais e subtropicais. Tem grande sensibilidade à variação de temperatura, sendo bastante higroscópico. O aumento na umidade pode causar o “empedramento” (caking) dos grânulos, além da formação de sítios de oxi-redução no material e a perda de nitrogênio volatilizado na forma de óxidos (NOx) ou amônia (NH3).

Para manter as características dos fertilizantes inalteradas até a época do consumo alguns cuidados devem ser tomados. O armazenamento deve ser preferencialmente em área coberta, seca, ventilada, piso impermeável ou sobre paletes de madeira e afastados de materiais incompatíveis. Durante o manuseio devem ser evitados danos físicos as sacarias.

Os fertilizantes sólidos normalmente são armazenados em sacaria ou a granel, a céu aberto ou em galpões. Os fertilizantes não devem se armazenados ao sol, pois grandes oscilações de temperatura provocam empedramento que pode ser mais ou menos acentuado dependendo das matérias-primas dos fertilizantes. Quando do armazenamento a céu aberto, na lavoura, deve ser colocar lona evitando entrada de água das chuvas.


O armazenamento de fertilizantes em galpões totalmente fechados deve se feito sobre paletes ou estratos de madeira, se não for possível, é aconselhável forrar o chão com sacos plásticos usados ou lona plástica, evitando o contato direto do adubo com o piso. A altura da pilha não deve ultrapassar a 50 sacos, para evitar a compactação nos sacos inferiores, já que pilhas grandes impedem o arejamento, e as muito altas, além do risco de desmoronamento se não estiverem bem feitas e bem amarradas, aumentam o problema de empedramento e possível rompimento dos sacos inferiores. Devem ser mantidos espaços de aproximadamente 50 cm entre as pilhas e as paredes, para ventilação. Quando do armazenamento em galpões abertos lateralmente é necessário fazer a proteção das laterais com lona, para evitar o umedecimento do fertilizante. As pilhas devem ser identificadas para melhor controle, utilizando placas pintadas, com o nome do produto e a quantidade estocada.
Fertilizantes fluidos ou líquidos devem ser armazenados em tanques, tendo custos inferiores aos armazéns para fertilizantes sólidos, por diminuir as perdas que ocorrem no manejo e armazenamento de fertilizantes sólidos como formação de pó, empedramento, sacaria rasgada, entre outros.

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 - O objetivo da aula foi identificar os diferentes tipos de fertilizantes, sua natureza física e química e observar as condições de armazenamento do barracão do instituto.

Questionário

1 - Foi identificado o fertilizante:

- Mononutriente:
00 - 20 - 00
Registro MG - 05049.1432-3
Adubos Paranaíba
- Dois binários:
01 - 00 - 57
Registro: GO - 86256.10063-0
43 - 00 - 01
Registro: 
ES - 05022.10316-4
- Três Ternários:
04 -14 - 08
Registro: ES - 0502210026-2
20-05- 20
Registro: MG - 05049.10189-8

2 - Identificamos fertilizantes quanto à característica física: fertilizantes granulados, farelados e em pó. Visualizamos exemplos de cada fertilizante onde granulado observamos o 00-20- 00, farelado: cloreto de potássio (KCl) e em pó: Superfosfato Simples (SSP).

3 - Foram encontrados diversas opções de fertilizantes contendo nitrogênio no barracão sendo eles: 1-00- 57, 43-00- 1, 14-03- 19, 10-10- 10, 3-17- 00, 20-05-20, 4-14- 08 e um organomineral 06-30- 00+B+Cu+Mn.

4 - O armazenamento correto e as práticas de limpeza são sempre importantes para garantir um local de armazenamento seguro. Notamos que no barracão do Instituto (IFTM Campus Fazenda Sobradinho), que o mesmo possuía construção de material não inflamável (concreto e tijolos), com o chão em superfície nivelada, seca e regular, livre de buracos, sendo considerado ideal dentro desse aspecto, no entanto condições inadequadas no quesito limpeza e organização na estocagem, que são princípios básicos para conservação e mantença de qualidade do produto. Notou-se muita sujeira com fezes de pássaros, sacas de diferentes formulações de fertilizantes misturados e esparramados, e mal empilhadas em alguns paletes. Os fertilizantes estavam armazenados em um depósito fechado e seguro para proteger o produto contra o sol, a chuva, neblina etc., porém em local com pouca ventilação onde dificulta a aeração do ambiente, pois alguns fertilizantes podem ser sensíveis a temperaturas elevadas e também por motivos de segurança para quem vai trabalhar nestas condições.

5 - 16 Kg de Nitrogênio, 56 Kg de Fósforo e 32 Kg de Potássio. Considerando a disponibilidade do fertilizante no barracão, seria possível adubar 8,8 hectares.

6 - No barracão é possível encontrar um fertilizante organomineral na formulação 06-30-00+B+Cu+Mn, de natureza física peletizado.

7 - No barracão foram quantificados 0,49 toneladas de P2O5.

Segue imagens registradas na aula prática no barracão de fertilizantes do IFTM - Instituto Federal do Triângulo Mineiro: